Monitorando e (Re) conhecendo Abelhas sem Ferrão em Rio Rufino (SC)
Abstract
O monitoramento e o reconhecimento de abelhas sem ferrão no município de Rio Rufino (SC) partem do problema observado de que a comunidade local frequentemente avista esses insetos, mas não consegue identificá-los, confundindo-os com outros insetos e desconhecendo espécies e a própria existência de abelhas sem ferrão (ASF). Acredita-se que a formulação de projetos e protocolos científicos de ciência cidadã no ambiente escolar do município possa aproximar os estudantes não só da prática científica, mas também do reconhecimento, identificação e proteção da diversidade de ASF em sua região, considerando tanto sua valorização biológica quanto seu potencial comercial. A proposta consiste em desenvolver, junto aos estudantes, atividades utilizando o aplicativo e os protocolos do Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE): o Guia de Campo Polinizadores e o Guia de Campo Observando e Identificando Insetos (disponível em: https://picce.ufpr.br/). O protocolo Polinizadores tem como objetivo contribuir para o conhecimento sobre polinizadores e visitantes florais, observando a ocorrência de grupos específicos de polinizadores e síndromes de polinização, e destacando a relevância social e pedagógica da disseminação desse conhecimento, sobretudo sua relação com a produção agrícola e a alimentação humana. Já o protocolo Observando e Identificando Insetos fornece uma ferramenta de apoio a professores e estudantes para a identificação da ordem taxonômica dos insetos observados, permitindo associá-los ao problema de pesquisa quanto a quais ordens ocorrem no município e quais possuem maior interação com o ser humano. Os alunos atuarão como cientistas cidadãos, coletando dados de biodiversidade em campo e contribuindo para o registro das espécies observadas. As atividades de campo serão no mês de outubro, período de primavera no Brasil, coincidindo com maior atividade de forrageio das ASF e disponibilidade de recursos florais.Os dados coletados serão organizados e armazenados digitalmente na própria plataforma do PICCE. Além disso, pretende-se realizar exposições na cidade sobre essas espécies, permitindo o retorno dos resultados à comunidade científica e aos moradores locais. Espera-se que o engajamento territorial e a infraestrutura do PICCE viabilizem o mapeamento participativo da fauna de abelhas nativa, articulando investigação científica escolar e educação ambiental.
// Source
Authors: Joana Letícia Alves
Institutions: Universidade Federal do Paraná